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AGU recorre contra afastamento de Andrei; Fachin dá 72 horas para Mendonça se manifestar

Governo questiona competência para afastar o diretor-geral da PF; presidente do STF abriu prazo antes de analisar o pedido.

Por Redação POB

Publicado em 08/09/2026 • 22:58 · atualizado em 09/09/2026 • 10:34

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AGU recorre contra afastamento de Andrei; Fachin dá 72 horas para Mendonça se manifestar

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. Na noite desta terça-feira (8), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu prazo de 72 horas para que Mendonça se manifeste sobre o pedido de suspensão da medida.

Qual é o argumento da AGU

Segundo SBT News e CNN Brasil, a AGU sustenta que a decisão interferiu em uma competência do presidente da República, responsável pela escolha do diretor-geral da Polícia Federal. O órgão também questiona os efeitos institucionais de uma substituição abrupta no comando da corporação.

A PF é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, enquanto a nomeação de seu diretor-geral é feita pelo chefe do Executivo federal.

Fachin abre prazo para Mendonça

O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que André Mendonça apresente sua manifestação em até 72 horas antes da análise do pedido formulado pela AGU. A informação foi publicada pela CNN Brasil e pelo UOL na noite de 8 de setembro.

Até o horário desta apuração, não havia decisão final do Plenário do STF sobre o recurso da Advocacia-Geral da União.

Segunda Turma já formou maioria

Em paralelo ao recurso da AGU, a Segunda Turma do Supremo chegou a formar maioria de três votos para manter o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O julgamento, no entanto, foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Disputa envolve separação de competências

O novo recurso amplia o debate jurídico sobre os limites da atuação cautelar do Judiciário diante de autoridades nomeadas pelo Executivo. Mendonça afirma que o afastamento é necessário para evitar interferências nas apurações e preservar a integridade das investigações. A AGU, por outro lado, questiona a competência e a proporcionalidade da medida.

O caso segue em andamento e pode sofrer novas alterações à medida que o STF analisar os recursos e retomar o julgamento na Segunda Turma.

Fontes consultadas

As informações foram cruzadas com CNN Brasil, SBT News, UOL, Agência Brasil e Reuters, com publicações de 8 de setembro de 2026.

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