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Corregedoria da PF terá de investigar Andrei e Almada após ordem de Mendonça

Ministro determinou apurações nas esferas penal e administrativo-disciplinar sobre a produção e o uso de relatórios de inteligência.

Por Redação POB

Publicado em 08/09/2026 • 22:58 · atualizado em 09/09/2026 • 08:05

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Corregedoria da PF terá de investigar Andrei e Almada após ordem de Mendonça

A decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, também determinou a abertura de investigações pela Corregedoria da própria PF.

Apuração em duas frentes

De acordo com CNN Brasil e SBT News, Mendonça determinou a instauração de procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar. O objetivo é apurar como foram produzidos relatórios de inteligência que analisaram a atuação de autoridades e de policiais envolvidos em investigações em andamento.

O ministro sustenta que os documentos ultrapassaram os limites da atividade de inteligência e foram utilizados para formular avaliações sobre decisões judiciais e condutas funcionais.

Relatórios foram questionados pelo ministro

Nas reportagens consultadas, Mendonça classifica parte do material como apócrifo e tecnicamente inadequado. Ele também afirma que alguns documentos continham ressalvas sobre baixa confiabilidade e ausência de valor probatório.

O ministro argumenta ainda que a circulação de informações sigilosas poderia comprometer diligências e investigações em curso.

Produção de novos relatórios foi restringida

A decisão também suspendeu a produção ou o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, membros da advocacia pública ou agentes da polícia judiciária, nos termos descritos pelas reportagens sobre o despacho.

Investigação não significa culpa

A abertura de procedimentos pela Corregedoria não equivale a uma conclusão de responsabilidade. Andrei Rodrigues e Leandro Almada terão direito a apresentar esclarecimentos e defesa nos procedimentos que vierem a ser instaurados.

O caso permanece sob análise do Supremo. A Segunda Turma chegou a formar maioria para manter os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Fontes consultadas

As informações foram cruzadas com CNN Brasil, SBT News, Pleno.News e Agência Brasil, todas com publicações de 8 de setembro de 2026.

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